Totalmente consumível resumiria o desfile do inverno 2010 da Reserva. Moletons, camisas, camisetas, calças, leggings, cardigãs, coletes, blazeres e casacos. Altas tecnologias têxteis e estamparia em busca de caimento perfeito.
A fama instantânea. Na trilha sonora, Susan Boyle, Sthefany do Crossfox e Titãs. Mais ecletismo impossível. Colete de matelassê camuflado estilizado em pixels, luvas de ciclista, botas e calça de couro. Uma salada muito bem temperada. Jaquetas tricotadas de lã pesada, que configura um ponto alto da coleção: a entrada da alfaiataria despretensiosa. Transparências (para os homens mais ousados e com o corpo em dia), xadrezes e colete de quatro botões com lapela em cetim púrpura. Luxo.
Na cartela de cores o roxo, o cinza, o preto e o verde-grama do final do desfile.
Blazeres sem mangas, tricõs emborrachados ou com fio de Lurex (objeto de desejo dos fashionistas), camisetas quadriculadas, comprimentos diversos e listras. Processo criativo impecável, juntando o comercial e o conceitual. Bravo!







